As salas de espera estão lotadas e os hospitais não suprem a demanda da saúde

A saúde dos hospitais estaduais de administração terceirizada é crítica e tem como reflexo a demora no tempo de atendimento, mesmo em casos classificados graves, somando-se à redução no atendimento de pacientes considerados em estado não-emergentes.

muitas filas nos hospitais

O tempo não para e a saúde não pode esperar

Segundo dados publicados pelo Diário de São Paulo, os relatórios de cinco hospitais estaduais paulista revelam que, no primeiro quadrimestre deste ano, houve uma queda expressiva no atendimento de 62 mil pessoas no período. A maior queda foi registrada no Hospital Geral do Grajaú, localizado na zona sul da capital e administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês. Este hospital realizou 108,6 atendimentos urgentes em 2015 contra 61,5 no mesmo período deste ano, ou seja, uma queda de 43,4% em comparação com o período comparado de 2015.

Em outras unidades também houve registro na prestação de serviços hospitalares. Como constatado em relatórios do Hospital da Pedreira, do Itaim Paulista, da Vila Alpina e de Sapopemba.

De acordo com os pacientes, os casos menos graves são recusados nas triagens dos hospitais e orientados a procurarem as Assistências médicas ambulatoriais (AMA). Há ainda relatos de que ao procurarem a AMA, não há médico para o atendimento.

O que diz quem está do outro lado da saúde

Diante aos questionamentos, a Secretaria Estadual justifica a queda do atendimento ao menor índice de procura relacionado ao surto de dengue, ocorrido no período de 2015. Porém, a mesma comparação com o ano de 2014, quando ainda não tinha ocorrido o alto índice por causa da dengue, aponta que os atendimentos também sofreram significativa queda, por volta de 47 mil atendimentos a menos.  

Uma eterna luta a favor da vida e contra uma saúde que está doente

Os pacientes apresentam fragilidades, devido às diversas condições patológicas que os afligem. Entretanto, muitas vezes, ainda é preciso encontrar forças para brigar por um atendimento, mesmo em casos urgentes. Não basta o paciente ter que suportar os sintomas, ainda é preciso lidar com hospitais doentes e, pelo que mostra o diagnóstico, o estado é grave.

Para uma saúde humanizada, efetiva e respeitável, é preciso a cura desse funcionalismo, que não leva a sério esta área tão importante e que possui como atribuição essencial: a vida.